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Mostrando postagens com marcador Literatura Internacional. Mostrar todas as postagens
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sábado

A Multidão Criminosa -Ensaio de Psicologia Coletiva

Scipio Sighele

“Dêem a um pedreiro — escreve H. Spencer — tijolos bem cozidos, duros, de arestas vivas, e ele poderá construir sem argamassa uma parede bastante sólida, de grande altura. Se, pelo contrário, os tijolos são feitos de má argila, se a sua cozedura foi irregular, se são toscos, fendidos, quebrados, ser-lhe-á impossível construir sem argamassa uma parede igual à primeira em altura e estabilidade. 


Quando um operário trabalha num arsenal a empilhar balas de artilharia, essas massas esféricas não se acondicionam como se acondicionam tijolos. Há para as pilhas de balas formas definidas: o tetraedro, a pirâmide de base quadrada e o sólido de base retangular terminado por uma aresta. 


Cada uma destas formas permite obter a simetria e a estabilidade que são incompatíveis com todas as formas de faces verticais ou muito inclinadas. Se, ainda, em vez de balas esféricas do mesmo volume se tratasse de empilhar calhaus irregulares, meio arredondados e de diferente grossura, força seria renunciar às formas geométricas definidas. 
O operário só poderá obter um amontoado instável, sem ângulos e sem superfícies regulares.


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Epopéias da Índia Antiga

Swami Vivekananda



Índice___________________________________________________________________ 1
Prefácio _________________________________________________________________ 2
O Râmâyana _________________________________ ____________________________ 3
I O Poeta ________________________________________________________________ 3
II O Argumento____________________________________________________________ 6
III Simbolismo______________________________________________________________ 11ahabharata_______________________________ ______________________________ 12
I Origens_________________________________________________________________ 12
II O Argumento____________________________________________________________ 12
III História de Savitri ________________________________________________________ 16
IV No Desterro ____________________________________________________________ 19

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segunda-feira

A Propaganda da Guerra

Adolf Hitler 


Observador cuidadoso dos acontecimentos políticos, sempre me interessou vivamente a maneira por que se fazia a propaganda da guerra. 
Eu via nessa propaganda um instrumento manejado, com grande habilidade, justamente pelas organizações sociais comunistas. 


Compreendi, desde logo, que a aplicação adequada de uma propaganda é uma verdadeira arte, quase que inteiramente desconhecida dos partidos burgueses. 
Somente o movimento cristão social, sobretudo na época de Lueger, aplicou este instrumento com grande eficiência e a isso se devem muitos dos seus triunfos.




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Minha Luta (Mein Kampf)

Adolf Hitler




Mein Kampf (em português Minha Luta) é o título do livro de dois volumes de autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressou suas idéias anti-semíticas, nacionalistas e racialistas, então adotadas pelo partido nazista. 
O primeiro volume foi escrito na prisão e editado em 1925, o segundo foi escrito por Hitler fora da prisão e editado no ano seguinte. 
Mein Kampf tornou-se um guia ideológico e de ação para os nazistas e também atualmente os neonazistas, sendo chamado de "Bíblia Nazista". 


É importante ressaltar que as idéias propostas em Mein Kampf não surgiram com Hitler, originaram-se em teorias e argumentos então correntes na Europa. 


Na Alemanha nazista era uma exigência não-oficial possuir o livro, porém, devido ao seu tamanho, muitos alemães na realidade, não o leram. Para se casar os noivos precisavam de um examplar do livro, todos os estudantes o recebiam na sua formatura em todos os colégios.




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domingo

Elogio da Loucura


Erasmo de Rotterdam


ACHANDO-ME, dias atrás, de regresso da Itália à Inglaterra, a fim de não gastar todo o tempo da viagem em insípidas fábulas, preferi recrear-me, ora volvendo o espírito aos nossos comuns estudos, ora recordando os doutíssimos e ao mesmo tempo dulcíssimos amigos que deixara ao partir. 
E foste tu, meu caro More, o primeiro a aparecer aos meus olhos, pois que malgrado tanta distância, eu via e falava contigo com o mesmo prazer que costumava ter em tua presença e que juro não ter experimentado maior em minha vida. Não desejando, naquele intervalo, passar por indolente, e não me parecendo as circunstâncias adequadas aos pensamentos sérios, julguei conveniente divertir-me com um elogio da Loucura. Porque essa inspiração? (1) — perguntar-me-ás. 


Pelo seguinte: a princípio, dominou-me essa fantasia por causa do teu gentil sobrenome, tão parecido com a Mória (2) quanto realmente estás longe dela e, decerto, ainda mais longe do conceito que em geral dela se faz. Em seguida, lisonjeou-me a idéia de que essa engenhosa pilhéria pudesse merecer a tua aprovação, se é verdade que divertimentos tão artificiais, não me parecendo plebeus, naturalmente, nem de todo insulsos, te possam deleitar (3), permitindo que, como um novo Demócrito, observes e ridicularizes os acontecimentos da vida humana. Mas, assim como, pela excelência do gênio e de talentos, estás acima da maioria dos homens, assim também, pela rara suavidade do costume e pela singular afabilidade, sabes e gostas, sempre e em toda parte, de habituar-te a todos e a todos parecer amável e grato.  





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sábado

Drácula - Bram Stoker

PREFÁCIO

A leitura destes papéis, tornar-se-á evidente o motivo de terem sido
eles dispostos em seqüência. Todas as matérias inúteis foram
eliminadas, de modo a ser apresentada como simples fato uma história
que não se enquadra muito bem nas possibilidades atuais. Não há, em
toda ela, uma afirmação de coisas passadas em que a memória possa
errar, pois as anotações escolhidas são rigorosamente contemporâneas,
baseadas nos pontos de vista, e de acordo com o conhecimento dos que
as fizeram.


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sexta-feira

Lucien Goldmann - Ciências Humanas e Filosofia

Introdução

Ao iniciar este trabalho, pretendíamos intitulá-lo Introdução aos problemas de método em sociologia do espírito. Ao redigi-lo, percebemos que se centrava no problema das relações das ciências humanas com a filosofia.

Isto, aliás, era óbvio. Se a filosofia é mais do que a simples expressão conceitual das diferentes visões de mundo, se, além de seu caráter ideológico, traz também certas verdades fundamentais concernentes às relações dos homens com os outros homens e com o universo, então estas verdades devem encontrar-se na própria base das ciências humanas e notadamente de seus métodos.

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Benedict, Elsie Lincoln - How to Analyze People

CONTENTS

Page

HUMAN ANALYSIS 11

CHAPTER I
THE ALIMENTIVE TYPE 37
"_The Enjoyer_"

CHAPTER II
THE THORACIC TYPE 83
"_The Thriller_"

CHAPTER III
THE MUSCULAR TYPE 133
"_The Worker_"

CHAPTER IV
THE OSSEOUS TYPE 177
"_The Stayer_"

CHAPTER V
THE CEREBRAL TYPE 217
"_The Thinker_"

CHAPTER VI
TYPES THAT SHOULD AND SHOULD NOT MARRY EACH OTHER 263



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Tzu, Sun - The Art of War (Arte da Guerra) PT e EN

The Art of War


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quinta-feira

Platão - Livro O Banquete

Nele Platão narra uma orgia festiva na casa de Agaton. Estavam presentes a esse banquete, entre outras pessoas, Aristodemo, amigo e discípulo de Sócrates; Fedro, o jovem retórico; Pausânias; o médico Eriximaco; Aristófanes, o comediante que ridicularizava Sócrates e o político Alcibíades.
Estava também presente o velho Sócrates. Devido ao exagero cometido na festa do dia anterior, sobretudo o excesso de bebida, fatigara os convidados de Agaton. Pausânias propôs então que em lugar de beberem, ficassem ali a conversar, a discutir ou que cada um fizesse algo "diferente". Essa proposta de Pausânias foi aceita por todos. 


Ao que Eriximaco acrescentou que se fizesse elogios a Eros, no qual os convidados deveriam fazer um discurso para louvar o amor, porém Sócrates, um dos presentes, resolve que antes de falar sobre o bem que o amor causa e seus frutos deveriam definir antes o que é o amor. Há uma passgem sobre o significado do amor. 


Sócrates é o mais importante dentre os homens presentes. Ele diz que na juventude foi iniciado na filosofia do amor por Diotima de Mantinea, que era uma sacerdotisa. Diotima lhe ensinou a genealogia do amor.




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Platão - Livro Górgias

GÓRGIAS

I — Na guerra e no combate, Sócrates, segundo o provérbio, é que é preciso proceder
dessa maneira.

Sócrates — Será que chegamos atrasados e, como se diz, depois da festa?

Cálicles — Sim, e uma festa citadina! Agora mesmo, Górgias nos expôs um mundo de
coisas belas.

Sócrates — A culpa, Cálicles, é do nosso amigo Querefonte, que nos reteve na ágora.

Querefonte — Não faz mal, Sócrates; vou reparar o dano. Como amigo meu, que é,
Górgias falará para nós, ou agora, ou noutra ocasião, conforme preferires.

Cálicles — Que estás dizendo, Querefonte! Sócrates deseja ouvir Górgias?



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Platão - Livro Filebo

FILEBO

I - Sócrates - Então vê, Protarco, em que consiste a tese de Filebo, cuja defesa vais fazer, e
também a nossa, que terás de contestar, no caso de não a aprovares. Queres que recapitulemos as
duas?

Protarco - Perfeitamente.

Sócrates - Ora bem: o que Filebo afirma, é que, para todos os seres animados, o bem
consiste no prazer e no deleite, e tudo o mais do mesmo gênero. De nossa parte, defendemos o
princípio de que talvez não seja nada disso, mas que o saber, a inteligência, a memória e tudo o
que lhes for aparentado, como a opinião certa e o raciocínio verdadeiro, são melhores e de mais
valor que o prazer, para quantos forem capazes de participar deles, e que essa participação é o
que há de mais vantajoso pode haver para os seres em universal, presentes e futuros. Não foram
esses pontos, Filebo, mais ou menos, que cada um de nós defendeu?


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Platão - Livro Fédon - Fedão

FEDÃO

I – Estiveste tu mesmo, Fedão, junto de Sócrates no dia em que ele tomou veneno na
prisão, ou ouviste de alguém?

Fedão – Não, eu mesmo, Equécrates.

Equécrates – Então, que disse o homem antes de morrer? E como foi a sua morte?
Gostaria de saber tudo o que se passou. Recentemente, nenhum cidadão de Fliunte tem ido
a Atenas, e há muito não nos vêm de lá forasteiros capazes de dar-nos informações seguras,
salvo dizerem que morreu depois de tomar o veneno. Quanto ao mais, nada informam de
particular.

Fedão – E também não ouviste contar como foi o julgamento?

Equécrates – Ouvimos, sim; alguém nos falou nisso. Surpreendeu- nos, justamente,
ter sido bem antes o julgamento e ele só vir a morrer muito depois. Que aconteceu, Fedão?


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Aristóteles - Livro A Política


Prefácio

Só penetramos bem as obras próximas de nós mesmos ou de nosso
tempo, pelo menos por algum aspecto.

Igualmente, só se amam os escritos cujo autor nos atrai por seu caráter e
por seu exemplo. Ora, Aristóteles, com a extrema dignidade de vida, a nobreza
de pensamento, o gosto por um justo equilíbrio, é para nós, por toda a sua
personalidade, um reconforto.

Com efeito, foi possível classificá-lo não apenas entre os "grandes
espíritos", mas também entre os "grandes corações". Na coleção de biografias
- quase de hagiografias - que levava este título, M. D. Roland-Gosselin chega a
esta conclusão um tanto inesperada: "Decididamente, não é demais dizer que
Aristóteles foi um excelente marido, um pai afetuoso e devotado, um bom
homem." Ela ilumina com uma luz bastante simpática a fisionomia do Estagirita,
cuja vida, na medida em que a conhecemos exatamente, revela poucos
acontecimentos e, afora a educação de Alexandre, é carente dos grandes
cargos que não raro acompanham os grandes livros consagrados ao Estado e
a seu governo.


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Aristóteles - Livro Arte Poética

CAPÍTULO I

Da Poesia e da imitação segundo os meios, o objeto e o modo de imitação


Nosso propósito é abordar a produção poética em si mesma e em seus diversos gêneros, dizer qual a
função de cada um deles, e como se deve construir a fábula visando a conquista do belo poético; qual o
número e natureza de suas (da fábula) diversas partes, e também abordar os demais assuntos relativos a
esta produção. Seguindo a ordem natural, começaremos pelos pontos mais importantes.

2. A epopéia e a poesia trágica, assim como a comédia, a poesia ditirâmbica, a maior parte da aulética e
da citarística, consideradas em geral, todas se enquadram nas artes de imitação.

3. Contudo há entre estes gêneros três diferenças: seus meios não são os mesmos, nem os objetos que
imitam, nem a maneira de os imitar.

4. Assim como alguns fazem imitações em modelo de cores e atitudes —uns com arte, outros levados
pela rotina, outros com a voz –, assim também, nas artes acima indicadas, a imitação é produzida por
meio do ritmo, da linguagem e da harmonia, empregados separadamente ou em conjunto.



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Franz Kafka - Livro A Metamorfose

Capítulo I


Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório Samsa deu por
si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão
duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o
arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual
a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar.
Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente
finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.



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Dante Alighieri - Livro A Divina Comédia

A Divina Comédia

Poema épico de Dante Alighieri

Divina Comédia é a obra prima de Dante Alighieri, que a iniciou provavelmente por volta de 1307, concluindo-a pouco antes de sua morte (1321). Escrita em italiano, a obra é um poema narrativo rigorosamente simétrico e planejado que narra uma odisséia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Dante, o personagem da história, é guiado pelo inferno e purgatório pelo poeta romano Virgílio, e no céu por Beatriz, musa em várias de suas obras.

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